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Apenas divagações
 


Frustração

O peso dos anos, das amarguras e das responsabilidades trouxe à minha vida uma cruel sensação de que tudo que quero jamais estará em minhas mãos. Tento afastar o sentimento de que é tarde para acordar para a vida. Sempre penso que quero crescer, e a constatação de que é duro me incomoda. Não depende só de mim. E dói, por mais que não expresse isso, por mais que não revele meus sentimentos, por mais fria que alguns me acusem de ser. Sofro por tudo que não passa a mim, pelo que passa aos que estão à minha volta. Dói crescer e perceber que já se fez coisas melhores e mais conscientes, dói perceber que alguma ou muitas convicções foram perdidas, que me rendi à convenções sociais que abominava. Dói perceber que tudo vai no sentido contrário ao idealmente desejado. Neste sentido, invisto em minha carreira, em minha já frustrada vida acadêmica, a espera de que o outro lado da moeda fique mais bonito. Mas a ferrugem não se vai com tanta facilidade. É sempre difícil limpar a casa.



Escrito por Bru Buzzo às 20h36
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Sorriso

Acabará de acordar, lá fora o sol já ia alto, a luz entrava com toda força no quarto sem cortina. Um gole d'água, um rolar na cama de quem acorda mal e não quer levantar-se. A cabeça pesada, o cabelo cheirando mal. Já havia uma vez levantado, sentiu o peso das quatro cervejas da noite anterior, conversou um pouco com a irmã e achou prudente voltar à cama.

De repende, um bipe. Alto. Dois toques. Seu celular, perdido e esquecido na bolsa, jogada em um canto da cadeira cheia de roupas, não arrumada no dia anterior. Levantou-se, buscou na bagunça o bolsa, o bolso, o celular. Uma mensagem recebida. Um amigo que lhe fez sorrir. Uma tarde de sorrisos e mensagens simpáticas. Fez-se mais feliz sentindo-se querida. É triste sentir-se só e ignorada, sentir que o mundo te despreza. Enganar-se em relação às pessoas.

Depois dos primeiros bipes, animou-se, foi almoçar, lavou o rosto com mais disponição. A cabeça foi ficando leve com o passar do dia, o macarrão, o café, a gelatina de maracujá ajudaram. De tarde, outra festa frustrada, desta vez, de família. Brigas e a inevitável sensação de que aquele final de semana trouxerá apenas festas ruins e mals espiritos. Mas os bipes continuaram, foram vários. E a animaram um pouco. Era bom sorrir depois de tempos tão tristes e de cabeças tão pesadas.



Escrito por Bru Buzzo às 20h32
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Besteira

Este título bastaria para expressar minha sensação em relação à noite passada. Ou talvez estes outros: tempo perdido, frustração.



Escrito por Bru Buzzo às 20h25
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Noite

Há poesia nas madrugadas e falta-me criatividade nos dias.
Há sinceridade e emoções nas noites solitárias.

A falta de companhia, amigos, amores
Inspiram poesia à mente.
Da solidão parecem surgir minhas melhores ideias

De dia, falta-me algo que permite entender quem sou
Por que sou
E como cheguei aqui.

De noite, tudo parece clarear.
vejo minha vida,
vejo o caminho
E melhor me entendo.



Escrito por Bru Buzzo às 19h32
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Há luzes sobre a caixinha

Apago as luzes, e tudo vejo.
Abro aquela caixinha com facilidade
E a encaro frente a frente,
sem dor, sem mágoas.

Não me arrependo de nada
Mas mudaria muito
Diria muitas coisas,
e não diria muitas outras.

Me calaria para muito
E falaria tantas palavras que morreram entaladas na garganta
Sem conseguir sair
Por medo, por amor,
Resultados de um superego sempre alerta



Escrito por Bru Buzzo às 19h32
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(H)A poeira sobre a caixa

Ao abrir a caixinha, hoje
Vejo muitas coisas que antes não via
Leio textos antigos
E percebo que muito foi em vão
Leio relatos antigos, de minha vida
Dos momentos que vivi
Minhas boas histórias já me soam falsas
Hoje vejo muitas coisas que algum dia não entendi
Há muito do passado que ganhou sentido com o tempo
O tempo que tudo muda, tudo leva e tudo alivia



Escrito por Bru Buzzo às 19h32
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Separação

Meditações internas, diálogo interno.
Como se falasse sozinha
Desabafos, feitos de um sopro só.
Separados for força estilistica
Para melhor serem representados.
Ei-los



Escrito por Bru Buzzo às 19h31
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